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Acordos Artemis: qual é o papel do Brasil na exploração lunar?

Liderados pelos Estados Unidos e lançados em 2020, os Acordos Artemis estabelecem princípios para a exploração pacífica, segura, transparente e responsável da Lua, de Marte e de outros corpos celestes.

Até setembro de 2026, 76 países haviam aderido aos Acordos, incluindo o Brasil, que se tornou o primeiro signatário da América do Sul em junho de 2021.
Mas o que essa participação representa, na prática, para o Programa Espacial Brasileiro?

Um exemplo concreto é o SelenITA, projeto de missão lunar liderado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em colaboração com a NASA, para estudar aspectos do ambiente lunar, incluindo campos magnéticos, plasma, radiação e poeira.

É importante distinguir dois conceitos:
🔹 Acordos Artemis: compromisso político com princípios internacionais de cooperação espacial.
🔹 Programa Artemis: iniciativa de exploração lunar liderada pela NASA, à qual projetos científicos internacionais podem contribuir por meio de acordos específicos.

A adesão aos Acordos não garante, por si só, participação em missões, transferência de tecnologia ou contratos industriais. O desafio brasileiro é transformar a cooperação internacional em desenvolvimento efetivo de capacidades científicas, tecnológicas e industriais.

📊 O infográfico apresenta os principais aspectos dos Acordos Artemis e a contribuição brasileira por meio do SelenITA.

Publicado originalmente no LinkedIn.